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Berlim

Weimar ficou para trás. Estávamos na estrada novamente. A alta velocidade do carro se tornou tão natural que me fez pensar que dirigir a 60 km/h deve ser algo bem desesperador. Paisagens e mais paisagens; de cidades, de florestas, de usinas eólicas. Entre paradas, cochilos e divagações, chegamos em Berlim.

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Como o dia já estava no fim, preferimos descansar bem para, no dia seguinte, levantarmos bem cedo e com disposição para fazer um tour intenso pela cidade. Nós precisávamos conhecer em (menos de) 24 horas um lugar que pedia 1 semana. Cada minuto era importantíssimo, e nós não poderíamos perder tempo. Decidido: levantaríamos por volta das 7h para sair de casa, sem café da manhã mesmo, às 8h, no mais tardar!

Saímos às 11h. Não tivemos coragem de ignorar o café da manhã que foi servido pouco antes, e nem de sair rapidamente da mesa, como se fosse apenas a comida que nos segurasse ali (se bem que se tivesse mais um pãozinho com Nutella...). Antes de sair, uma conversa estratégica com os anfitriões, para que soubéssemos como nos virar pela cidade e, sem mais, fomos.

Chuva. No único dia que passaríamos em Berlim, o tempo não colaborou! Na verdade, sabíamos disso, mas a esperança é a última que morre...

De guarda-chuva numa mão e máquina na outra, nossa primeira parada foi no Treptower Park, um memorial criado para lembrar os soldados soviéticos mortos entre abril e maio de 1945. Ali, inclusive, se encontra os corpos de alguns deles.

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Saindo de lá, pegamos o trem e fomos para a Alexanderplatz (não sem antes ter pego o trem no sentido errado e só ter se dado conta disso faltando apenas duas estações para o ponto final... Se eu tive medo? Você já andou nos trens da CPTM? Eu já.), praça onde está localizada a primeira torre de transmissão da Alemanha. Construída em 1969, essa é uma das maiores estruturas na Europa, com 365m de comprimento. Até era possível subir no alto da torre, de onde se pode ter uma visão panorâmica da cidade, mas... com esse tempo? Não ia rolar.

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De lá, seguimos para a Berliner Dom. A Catedral, apesar de ter sido inicialmente construída como uma igreja católica romana, nunca foi uma catedral "de verdade", porque nunca nenhum bispo foi deslocado para lá. Em 1817, após passar anos sob administração calvinista, a Berliner Dom passou a ser protestante.

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O ônibus que pegamos nos deixou na Unter den Linden, uma das principais avenidas da cidade: estávamos a caminho do Portão de Brandemburgo. O tempo havia melhorado um pouco... só de estar fazendo 11 graus positivos (sim!) já era motivo de grande alegria!

No final da avenida, estava o Portão, o único remanescente de uma série de outras entradas de Berlim.

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O Portão de Brandemburgo fica perto do Reichstag, parlamento alemão, então fomos até lá (os elogios a essa foto serão redirecionados para a Jessika). Ele geralmente é aberto para visitação, mas era domingo. Azar o nosso.

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Final do dia; o sol já tinha ido embora faz tempo. Mas nós não poderíamos voltar sem antes ver o que Berlim tem de mais marcante: o Muro. Há pedaços dele por toda a cidade, inclusive um grande paredão todo grafitado, conhecido como East Side Gallery. A parte que vimos foi a conservada exatamente como antes. Aquela que não teve seu mal-estar ocultado pelos sprays coloridos.

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O Muro de Berlim transmite exatamente essa sensação: mal-estar. Um nó na garganta surgiu naquela hora, e o flash-back de todas aquelas aulas de História vieram à tona e se materializaram ali, na minha frente, me mostrando que, infelizmente, aquilo tudo foi uma realidade gritante. Tão gritante que, como se não bastasse os pedaços do Muro que foram conservados, um rastro de paralelogramos no chão lembram que ele um dia esteve ali. Um detalhe que valoriza a liberdade duramente conquistada: ao olhar para o chão, você percebe que, o que antes era uma grande muralha, hoje nada mais é do que uma simples faixa, que pode ser atravessada com um simples passo. E pensar que muitos se foram sonhando com o dia que isso fosse acontecer...

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Pronto. Agora sim já tínhamos visto (quase) tudo. Corrido, mas fizemos o dia render. Oito horas... "Não tá cedo pra voltar pra casa?" Claro! Um dia em Berlim deveria ser aproveitado do começo ao fim (odeio quando uma frase forma uma rima inevitável!), mas não tínhamos ideia do que fazer.

Que tal pegar carona no encontro do Erik e fechar o dia num pub irlandês com um pessoal de Brasília? Ótima ideia! (pois é, tinha uns brasileiros perdidos por lá, assim como tem em todo o lugar. Um dia a gente ainda vai dominar o mundo... É nóis!)

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Publicado por Bruna Gomes 17:00

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