Um blog do Travellerspoint

Freiburg

Roteiro traçado, ticket comprado e de olho no painel da estação, atenta aos horários dos trens. Dali até Freiburg seriam apenas dois, não teria erros!

Mas teve.

Nota mental: antes de entrar no primeiro trem que aparecer pela frente, verifique se seu ticket é válido pra ele. É claro que eu não fiz isso. É claro que o controlador apareceu quando eu estava bem tranquila, ouvindo meu mp3, conferiu meu bilhete e me disse que ele não valia para o trem que eu estava. É claro que ele me fez descer na estação seguinte, na metade do caminho, colocando por água abaixo todo o trajeto perfeito que eu tinha traçado, e que me faria chegar em Freiburg pontualmente às 11h. É claro que eu não contava com isso e tive de avisar minha amiga de que chegaria atrasada, sabe-se lá que horas.

Depois de pegar o trem correto, com um trajeto maior que demorava horrores, finalmente cheguei em Freiburg, e com tempo de sobra para aproveitar o restante do dia.

Conhecida por sua modernidade e qualidade de vida, Freiburg é uma cidade universitária caracterizada pela sustentabilidade, o que dá para notar assim que se chega. O que não falta na cidade é bicicleta, o meio de transporte mais utilizado.

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Começamos nosso passeio pelo centro histórico, que foi cuidadosamente restaurado após os bombardeios que destruíram a cidade durante a guerra. As ruas, que na verdade são um grande calçadão, possuem canaletas de água que cortam todo o centro, e que são conhecidas como Bächle. Esses canais existem desde a Idade Média e compunham o sistema de irrigação da cidade àquela época. Hoje, os Bächle, além de darem um charme a mais para a cidade, se tornaram a diversão das crianças (só delas?), que brincam de puxar barquinhos pelos canais.

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Um dos pontos turísticos da cidade é a Freiburger Münster, ou Catedral de Freiburg. Construída em 1260, era para ser uma basílica romântica, mas foi concluída em estilo gótico francês, por isso a aparência exótica.

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E é claro que eu também não poderia deixar de conhecer a Universidade de Freiburg, considerada uma das melhores da Alemanha e da Europa. Por ser focada na área da pesquisa, é muito procurada por estudantes e profissionais de vários países. Esta aqui é a biblioteca da Universidade (ou melhor, um pedaço dela, já que fotos panorâmicas não são o meu forte):

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Ah, Freiburg... ♥

P.S.: Para manter o clima de dia perfeito, eu não vou comentar aqui que, na hora de ir embora, meus trens atrasaram e, depois de muito estresse, eu cheguei em casa às 2 da manhã. Quando foi uma boa ideia subestimar minha própria nota mental?

Publicado por Bruna Gomes 17:00 Comentários (0)

Carnaval em Ellwagen

Desde que cheguei aqui, tenho ouvido falar muito sobre o carnaval alemão, especialmente o de Colônia (Köln), que é o maior e o mais famoso. Quando soube que era pra lá que iríamos, minhas expectativas aumentaram, mas, com a proximidade da data, uma mudança de planos: iríamos para Ellwagen, uma das cidades vizinhas.

Nada de viagem. Não era dessa vez que eu iria conhecer a tão famosa Köln e seu tão famoso carnaval, mas pelo menos essa comemoração não iria passar batida.

O desfile de rua começaria às 14h, e às 13h a casa estava um alvoroço: pessoas correndo de um lado a outro para se arrumar, plumas aqui, asas ali, glitter e mais glitter; sobrou até pra mim, que não iria fantasiada.

Chegamos. À medida em que nos aproximávamos da rua do desfile, o som aumentava, e com o ele o número de pessoas fantasiadas, bem como a diversidade das fantasias. Fadas, animais, personagens e até objetos: o que não faltava era criatividade. Até mesmo os moradores da região, que iriam assistir ao desfile da janela de suas casas, estavam fantasiados. Todos, menos eu...

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Pouco tempo depois, os grupos começaram a desfilar. Carros e alas, cada um com um tema aleatório, passavam jogando balas e doces para as crianças, o que faz parte da tradição daqui.

Pense nas fantasias mais exóticas que conseguir imaginar: pode ter certeza de que lá haviam outras muito mais bizarras. Super-heróis, polícia, bruxas, desenhos animados, celebridades. Até aí, tudo bem, até grupos fantasiados de pimenta, floresta e outras coisas não identificadas aparecerem e você não conseguir fazer outra cara senão esta:

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É, ninguém pode dizer que eles não são criativos...

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Publicado por Bruna Gomes 17:00 Comentários (0)

Marbach

Este era um fim de semana que eu havia me programado para fazer nada de mais: ficar em casa, estudar um pouco e fazer compras na cidade, mas, de repente, sou avisada que faria um passeio com a hostfamily. A vó da Ananda iria me levar para conhecer Marbach am Neckar ("am Neckar" por estar localizada às margens do rio Neckar), a cidade onde Schiller nasceu. Nunca pensei que o meu gosto pela literatura alemã fosse me render passeios tão interessantes!

A cidade, pequena que só vendo (16 mil habitantes), vive da memória de Schiller. Como se não bastassem os inúmeros festivais realizados em homenagem a este escritor, estabelecimentos comerciais e ruas levam o seu nome, e há placas com citações dele em muitos pontos da cidade.

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Dos pontos turísticos de Marbach, visitei a casa onde Schiller nasceu e viveu até os 5 anos de idade. Hoje, ela foi transformada em museu e, por ter sido mantida intacta, é possível ver os quartos restaurados, utensílios pessoais da família, manuscritos originais e documentos.

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Também conheci o O Museu Nacional Schiller (Schiller Nationalmuseum), que possui um grande acervo de obras e documentos relacionados à literatura alemã, mas a ênfase é dada a Schiller. Até uma mecha do cabelo dele fazia parte da exposição! (e, neste momento, você pensa: "Essa menina se empolga com cada coisa...)".

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O Deutsches Literaturarchiv Marbach (Arquivo de Literatura Alemã de Marbach), uma galeria de literatura moderna, me lembrou muito o Museu da Língua Portuguesa: pode até ser interessante, desde que tenha uma bela exposição. Não foi o caso.

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O que não falta em Marbach são museus e galerias interessantes. Uma cidade que, de fato, respira literatura.

Publicado por Bruna Gomes 17:00 Comentários (0)

Budget accommodation bookings

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Zurique

Sexta-feira, 11 horas da manhã, e eu lidando com um novo desafio: fazer a minha primeira viagem de trem sozinha. Tudo planejado, anotado, dentro dos conformes, mas, como acontece com qualquer situação nova, lá estava eu congelando na plataforma do trem, pensando se alguma coisa poderia dar errado.

Deu. Trem atrasado, mudança de planos de última hora. Desespero por não saber o que fazer, desespero por não entender o que aquela mulher tanto falava nas caixas de som e porque as pessoas estavam tão impacientes. Mas, depois de ter entrado no primeiro trem que apareceu e ter me dado conta que estava indo para o sentido errado, finalmente cheguei em Waldschut, com mais de 4 horas de atraso. E nossos planos de assaltar o mercado para uma sessão de seriados à noite foram por água abaixo, não apenas porque eu cheguei mais tarde do que o previsto, mas também porque, indo para a casa da Jessika, que ficava na cidade vizinha, pegamos o ônibus errado e nos perdemos no meio do caminho. Sim, nós conseguimos nos perder num vilarejo de 2 mil habitantes...

Depois de uma noite pouco dormida (casa de amiga tem dessas coisas), pulamos cedo da cama para ir para Zurique. Depois de meia hora, levadas por uma amiga da Jessika, estávamos na cidade considerada o centro comercial da Suíça.

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Maior cidade da Suíça, Zurique tem sua arquitetura conservada por nunca ter sido atacada durante as guerras. Muitos prédios históricos, do século passado ou retrasado, são lojas, posto do correio, banco... simples assim!

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A cidade é cortada pelo rio Limmat na direção noroeste. Em dias de sol, os restaurantes e cafés colocam suas mesas do lado de fora, para que as pessoas possam curtir a paisagem, que, a propósito, faz com que qualquer foto vire um belo cartão postal...

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Outro ponto bonito da cidade é o Lago de Zurique (Zürichsee), onde as pessoas costumam nadar, passear, andar de bicicleta, correr... ou simplesmente parar para ler um livro ou pensar na vida.

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Também visitamos a tradicionalíssima Universidade de Zurique, fundada em 1833. Por estar localizada em um ponto alto (tanto é que fomos pra lá de teleférico), do pátio da Universidade é possível ter uma visão panorâmica da cidade.

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Zurique é isso: uma cidade extremamente charmosa, mas extremamente cara! Souvenires de lá, só se eu encontrar em promoção!

Publicado por Bruna Gomes 17:00 Comentários (0)

Berlim

Weimar ficou para trás. Estávamos na estrada novamente. A alta velocidade do carro se tornou tão natural que me fez pensar que dirigir a 60 km/h deve ser algo bem desesperador. Paisagens e mais paisagens; de cidades, de florestas, de usinas eólicas. Entre paradas, cochilos e divagações, chegamos em Berlim.

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Como o dia já estava no fim, preferimos descansar bem para, no dia seguinte, levantarmos bem cedo e com disposição para fazer um tour intenso pela cidade. Nós precisávamos conhecer em (menos de) 24 horas um lugar que pedia 1 semana. Cada minuto era importantíssimo, e nós não poderíamos perder tempo. Decidido: levantaríamos por volta das 7h para sair de casa, sem café da manhã mesmo, às 8h, no mais tardar!

Saímos às 11h. Não tivemos coragem de ignorar o café da manhã que foi servido pouco antes, e nem de sair rapidamente da mesa, como se fosse apenas a comida que nos segurasse ali (se bem que se tivesse mais um pãozinho com Nutella...). Antes de sair, uma conversa estratégica com os anfitriões, para que soubéssemos como nos virar pela cidade e, sem mais, fomos.

Chuva. No único dia que passaríamos em Berlim, o tempo não colaborou! Na verdade, sabíamos disso, mas a esperança é a última que morre...

De guarda-chuva numa mão e máquina na outra, nossa primeira parada foi no Treptower Park, um memorial criado para lembrar os soldados soviéticos mortos entre abril e maio de 1945. Ali, inclusive, se encontra os corpos de alguns deles.

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Saindo de lá, pegamos o trem e fomos para a Alexanderplatz (não sem antes ter pego o trem no sentido errado e só ter se dado conta disso faltando apenas duas estações para o ponto final... Se eu tive medo? Você já andou nos trens da CPTM? Eu já.), praça onde está localizada a primeira torre de transmissão da Alemanha. Construída em 1969, essa é uma das maiores estruturas na Europa, com 365m de comprimento. Até era possível subir no alto da torre, de onde se pode ter uma visão panorâmica da cidade, mas... com esse tempo? Não ia rolar.

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De lá, seguimos para a Berliner Dom. A Catedral, apesar de ter sido inicialmente construída como uma igreja católica romana, nunca foi uma catedral "de verdade", porque nunca nenhum bispo foi deslocado para lá. Em 1817, após passar anos sob administração calvinista, a Berliner Dom passou a ser protestante.

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O ônibus que pegamos nos deixou na Unter den Linden, uma das principais avenidas da cidade: estávamos a caminho do Portão de Brandemburgo. O tempo havia melhorado um pouco... só de estar fazendo 11 graus positivos (sim!) já era motivo de grande alegria!

No final da avenida, estava o Portão, o único remanescente de uma série de outras entradas de Berlim.

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O Portão de Brandemburgo fica perto do Reichstag, parlamento alemão, então fomos até lá (os elogios a essa foto serão redirecionados para a Jessika). Ele geralmente é aberto para visitação, mas era domingo. Azar o nosso.

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Final do dia; o sol já tinha ido embora faz tempo. Mas nós não poderíamos voltar sem antes ver o que Berlim tem de mais marcante: o Muro. Há pedaços dele por toda a cidade, inclusive um grande paredão todo grafitado, conhecido como East Side Gallery. A parte que vimos foi a conservada exatamente como antes. Aquela que não teve seu mal-estar ocultado pelos sprays coloridos.

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O Muro de Berlim transmite exatamente essa sensação: mal-estar. Um nó na garganta surgiu naquela hora, e o flash-back de todas aquelas aulas de História vieram à tona e se materializaram ali, na minha frente, me mostrando que, infelizmente, aquilo tudo foi uma realidade gritante. Tão gritante que, como se não bastasse os pedaços do Muro que foram conservados, um rastro de paralelogramos no chão lembram que ele um dia esteve ali. Um detalhe que valoriza a liberdade duramente conquistada: ao olhar para o chão, você percebe que, o que antes era uma grande muralha, hoje nada mais é do que uma simples faixa, que pode ser atravessada com um simples passo. E pensar que muitos se foram sonhando com o dia que isso fosse acontecer...

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Pronto. Agora sim já tínhamos visto (quase) tudo. Corrido, mas fizemos o dia render. Oito horas... "Não tá cedo pra voltar pra casa?" Claro! Um dia em Berlim deveria ser aproveitado do começo ao fim (odeio quando uma frase forma uma rima inevitável!), mas não tínhamos ideia do que fazer.

Que tal pegar carona no encontro do Erik e fechar o dia num pub irlandês com um pessoal de Brasília? Ótima ideia! (pois é, tinha uns brasileiros perdidos por lá, assim como tem em todo o lugar. Um dia a gente ainda vai dominar o mundo... É nóis!)

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Publicado por Bruna Gomes 17:00 Comentários (0)

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